No BOM DIA 2026, a vida recomeça na contagem do tempo, no cronograma apertado de treinos físicos, orações, trabalhos, ORGANIZAÇÃO da casa, conscientização política, desespero diante da atrocidade do genocídio Palestino, o medo diante da invasão brutal de um país soberano, relações sociais, esperanças e mudanças.
E a mudança veio devagar, ainda em 2025, caminhando em passos lentos, afastando-se do DIÁLOGO INTENSO que era esperançoso em relação às mudanças, intenso como prática libertadora e alívio para a ansiedade. Mas pouco eficiente na dinâmica da vida cotidiana - desorganiza o sonho, faz eu me perder no meio do emaranhado dos jogos sociais.
Ao longo destes anos, o DIÁLOGO foi internalizado, transformou-se em parte de mim.
E na dinâmica das transformações infinitas, encontrou o seu oposto - o silêncio que se renova através das mudanças necessárias para a sobrevivência.
Sou diálogo, mas na contradição de mim sou um silêncio cravado em uma infância repleta de necessidades materiais.
Um silêncio forjado na consciência ou talvez na fantasia de que o que se apresentava diante de mim como cultura era mais forte que a dura realidade imposta.
REFLEXÕES INTERIORANAS é um fazer as pazes com a "Menina do Balanço" que fui no interior de Minas Gerais.
É um encontro com a liberdade de ser a própria história, de apaixonar-se pela própria trajetória.
A menina do balanço se concretiza aos 07 anos, quando movido "sabe Deus pelo que", meu pai fez um balanço para mim debaixo do pé de manga gigante.
Ali sonhei, planejei minhas esperanças infantis, chorei minhas dores de criança, estudei para prova, li os parcos livros disponíveis. Livros estes, muitas vezes acima da minha idade.
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