Faz algum tempo ouvi um vídeo de um padre que dizia que devemos rezar como o povo Judeu rezava no Antigo Testamento, fazendo memória à ação de Deus na história do Povo. A oração seria mais ou menos assim:
“Senhor Deus que nos libertou da escravidão do Egito, que nos entregastes a terra prometida, que nos libertastes do exílio da Babilônia…”
E só então, após o resgate histórico, fazermos o novo pedido a Deus.
Achei muito interessante a proposta e decidi aplicar em minha vida pessoal.
Tenho uma amiga querida que me explicou que isso é escrever a nossa Teografia - a nossa história pessoal com Deus.
Do ponto de vista pessoal, esse modelo de oração me acalmou, me ajuda a ter consciência maior da minha história de vida e dos meus processos espirituais e proporciona a prática da gratidão.
Mas, entendo que se faz necessário expandir essa prática para as lutas sociais e políticas.
E assim, ao ver trabalhadores e trabalhadoras adeptos da fé Cristã, não descansarem em suas férias e continuarem "espontaneamente" a trabalhar via whatsapp, enviando mensagens para a empresa, entendo que se faz necessário o resgate histórico das conquistas da classe trabalhadora na história humana como um todo, em especial no Brasil do último século, lembrando as gerações atuais que nem sempre foi assim. Nem sempre descansamos no sábado e no domingo, nem sempre tivemos férias, nem sempre tivemos direito a licença saúde, nem sempre tivemos 13 salário.
Se trabalhava de sol a sol - literalmente - dia após dia, semanas após semanas, meses após meses e anos após anos.
E foi a luta da classe trabalhadora que nos permitiu avançar para o direito às férias remuneradas e os outros direitos citados acima.
É preciso honrar os antepassados, as lutas daqueles que vieram antes de nós.
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